Sobre a Deusa Poesia eu poderia tecer um grande texto com rica primazia.
Sobre a arte de fazer poemas eu poderia fazer uma ode aos grandes poemas já escritos.
Transmutando-me em poeta ancião de várias bengalas, decidi apoiar-me na vastidão do meu coração.
Estilo novo isso aqui pode não ser em minhas mãos.
Mas, por que estilo quando alto fala o coração?
Hécate Anciã mostra a todos o Caminho Definitivo.
Encontro Hécate Anciã todo dia ao escrever sobre os pergaminhos do meu destino.
Que destino?
O destino de poetizar e filosofar inominavelmente.
Hécate Propolos mostra-me meu transformar de fonte em pontes e de pontes em fontes.
Sou pagão desde vidas muitas.
E como pagão, primeiramente, devo falar da Deusa Poesia.
A Deusa Poesia nasceu ao Sopro Moldador Cósmico De Todas As Maravilhas.
Teve pai?
Teve mãe?
Certamente, Ela foi seu próprio Pai e a sua própria Mãe.
O Primeiro Poeta foi um cantor e dançarino.
Cantor Cósmico.
Dançarino Cósmico.
Cantava Ele O Mover Dos Astros Perfeitos No Girar Das Perfeitas Esferas.
Dançava Ele Diante Da Magia Da Luz E Da Magia Das Trevas.
Quedante e ascendente Ele ia cantando e dançando de mundo a mundo.
Em um mundo acolhia certezas de esperanças maiores.
Em outro mundo recolhia incertezas de desesperanças gigantescas.
Agia Ele em prol de sua Mãe Poesia.
Seguia Ele a sua Deusa Mãe Poesia.
Era Ele A Deusa Poesia.
Para falar sobre a Deusa Poesia, apenas poetizando nas palavras é possível.
Mas, poesia não fazemos diariamente?
Sorrindo, fazemos poesia.
Chorando, fazemos poesia.
Vivendo, fazemos poesia.
Morrendo, fazemos poesia.
Aqui, ali, lá e acolá poetizamos na Roda Poética Cósmica.
Hécate Phosphoros mostra-nos A Porta.
A Anciã é também parte da Deusa Poesia.
Somos anciães, nascidos juntos com A Deusa Poesia.
Na Grande Explosão Ela estava.
Somos Irmãos Menores Dos Deuses, Filhos também da Deusa Poesia.
Tudo Dança!
Tudo Canta!
Tudo Poetiza!
Os poetas possuem o frescor cósmico do Primeiro Poeta.
Todos nós, somos poetas possuidores do eterno sendeiro cósmico de amores do Primeiro Poeta.
Hécate nos chama para poetizar.
Hécate me guia no poetizar.
Hécate e a Deusa Poesia poetizam sobre todo o Cósmico Girar...
No Espaço Infinito Do Poetizar a Deusa Poesia faz o Seu Ar.
A Deusa Poesia gera poetas de Seu Ar.
Todo poeta é Filho Do Ar Da Poesia.
Aqui Hécate contendo-Se toda em Si mesma como Una vaga comigo mostrando-me o caminho.
No Ar De Hécate teço a continuidade do meu poético procurar de um Caminho.
Nesta poética forma de falar da Deusa Poesia vou erguendo torre eterna desconhecida aos não-poetas e amiga dos poetas.
Mas, não há não-poetas.
Há somente poetas.
Todos são poetas.
Se choram, são poetas que fazem poesia com as lágrimas.
Se sorriem, são poetas que fazem poesia com os sorrisos.
Se nada fazem, são poetas que fazem poesia com o seu não fazer nada.
Não há não-poetas.
Todos assim poetizam.
E o que seria da Criação se todos não fossem poetas?
E o que seria da forma de todos os mundos se todos não fossem poetas?
E o que seria da Vida Eterna e da Morte Eterna se todos não fossem poetas?
Na Vida Eterna o acender poético é verso muito mais etéreo do que o Muito Mais Etéreo.
Na Morte Eterna o acender poético é verso muito mais iluminador do que o Muito Mais Iluminador.
Hécate e a Deusa Poesia na Vida Eterna.
Deusa Poesia e Hécate na Morte Eterna.
O farol dos Mares Cósmicos acesos.
A lâmpada do Caminho Eterno à minha frente.
Deusa Poesia presente.
Hécate presente.
Na centelha do poema não-escrito fazemos Deuses em nós nascerem.
No pão centelha de poemas escritos acendemos as velas de aberturas de muitas paredes.
Abrimos paredes.
Alguns vêem o que está atrás de todas as paredes.
Outros passam ignorantes sobre o que vêem atrás de todas as paredes.
Hécate e seus lobos anunciam que devemos abrir todas as paredes.
A Deusa Poesia e suas pombas anunciam que devemos ver e compreender o que está atrás de todas as paredes.
Inominavelmente sou um dos lobos de Hécate.
Inominavelmente sou uma das pombas da Deusa Poesia.
Inominavelmente já abri muitas paredes.
Inominavelmente continuo abrindo muitas paredes.
Cada verso poético diário meu abre muitas paredes.
Cada verso poético nosso abere todas as paredes.
Quem tem medo de ver e compreender o que poeticamente há atrás de todas as paredes?
Quem tem medo de Hécate?
Quem tem medo da Deusa Poesia?
Quem tem medo de ser poeta?
(Inominável Ser)
T285247
PARA PENSAR:
"A verdadeira amizade é aquela que nos permite falar, ao amigo, de todos os seus defeitos e de todas as nossas qualidades."
(Millôr Fernandes)
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